O mundo político brasileiro esperava uma bomba neste sábado, 17. A CNN Brasil anunciava uma entrevista com Roberta Luchsinger, no CNN Prime Time, às 20h, conduzida por Débora Bergamasco e Iuri Pitta. Às vésperas das eleições, a conversa poderia ser devastadora para Lula, que não anda lá muito bem das pernas nas pesquisas.
Se ela revelaria algum segredo palaciano ou confirmaria alguma fofoca dos corredores da política, não importava muito. Como andava sumida do noticiário, só aparecer na televisão em horário nobre já seria um acontecimento. A expectativa mínima era a de que arranhasse a campanha de Lula.
Entre ratos e pulgas
Para os aliados de Flávio Bolsonaro, a entrevista foi um tsunami capaz de balançar as estruturas do governo, e a oposição imagina ter agora um poderoso arsenal nesta reta final. Para os aliados de Lula, foi um traque inofensivo. Os mais entusiasmados disseram que a montanha pariu um rato.
Os mais cautelosos ficaram com uma pulga atrás da orelha, já que essa não era hora de reacender esse tipo de assunto.
Dependendo do viés de quem analisa, duas deduções podem ser feitas: ela passou muita informação que poderia complicar o presidente e seu filho, Lulinha, ou só acusou com suposições e palavras vazias. Vale a pena espremer a entrevista para ver o que sobra.
“Acho” não é certeza
Os lulistas têm razão em um ponto.
