O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), intensificou as articulações para se manter no comando da Casa depois de 2027, quando ocorrerá uma nova eleição de seu sucessor.
Por isso, Alcolumbre busca apoio independentemente da vitória de Lula ou do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A movimentação ganhou força após o dirigente do PL, Valdemar Costa Neto, anunciar que o partido pretende lançar Rogério Marinho (PL-RN) para a disputa. Apesar da bancada numerosa, a sigla tem divisões internas que Alcolumbre pretende explorar.
Alcolumbre: negociação por votos e cargos
Uma das apostas de Alcolumbre é conquistar votos de integrantes do próprio PL.
Entre eles está Eduardo Gomes (PL-TO), vice-presidente do Senado. Conforme aliados, Gomes poderá assumir a relatoria do Orçamento de 2027, função que, conforme um acordo anterior, caberia a um senador do MDB.
O presidente da Casa também busca apoio de outras legendas. Eduardo Braga (MDB-AM) e Otto Alencar (PSD-BA) já declararam apoio a sua recondução.
Alcolumbre ainda conversa com senadores eleitos e parlamentares que buscam novos gabinetes, apartamentos funcionais e cargos vinculados à presidência.
A disputa remete a 2023, quando Rogério Marinho perdeu a eleição para a presidência do Senado para Rodrigo Pacheco por 49 votos a 32. Em 2025, o PL apoiou Alcolumbre, que assumiu o comando da Casa.
A vaga no Supremo entra no cenário
Outro ponto das negociações envolve o ministro Rodrigo Pacheco, do Tribunal de Contas da União.
