Não são muitas as desenvolvedoras que olham para o passado de suas franquias para tornar seus jogos clássicos acessíveis a novos públicos. A grande maioria se concentra em produzir games novos e ponto. Uma pena para quem, assim como este redator que vos escreve, joga videogame desde os tempos das TVs de tubo.
Já faz um tempo que a Bandai Namco, uma exceção à regra, vem fazendo a boa e revivendo títulos consagrados da série Tales of. A empresa japonesa tem se empenhado tanto que relança até mesmo jogos que nem precisavam de um remaster, ao menos não neste momento, vide Tales of Berseria.
O relançamento da vez é Tales of Eternia, uma joia dos tempos de ouro dos RPGs japoneses, disponível originalmente para o PlayStation 1 e agora renovado para atrair uma nova leva de jogadores, especialmente aqueles que não tiveram a oportunidade de aproveitá-lo na infância.
Um jogo que pavimentou terreno para a franquia crescer
Quem é das antigas sabe: Tales of Eternia é um produto de sua época e representa bem um modelo de level design dos anos 1990. Trata-se de um RPG tradicional, no qual exploramos um mapa-múndi que conecta cidades, vilarejos e outras localidades, representadas em escala reduzida, tal como uma maquete de escola.
Em termos de estrutura, digamos que era o tipo de mundo explorável que o hardware permitia construir na geração dos 32 bits. Guardadas as devidas proporções, era o que eu entendia como mundo aberto nos anos 1990.
