A Justiça Eleitoral enfrenta desafios na reta final do segundo turno das eleições, marcada pelo aumento de ações judiciais entre as campanhas e pela disseminação de desinformação nas redes sociais. A âncora da CNN Débora Bergamasco analisou, ao CNN Agora, os impactos das mudanças nas regras eleitorais e criticou a falta de planejamento para enfrentar o problema.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou que o Fórum de Servidores apagasse postagens contra Flávio Bolsonaro (PL), atendendo a pedido da campanha. Em outro caso, a Corte mandou Flávio Bolsonaro remover um vídeo que mostrava uma montagem falsa de uma mulher consumindo cocaína em um ato pró-Lula.
O conteúdo foi compartilhado por Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro (PL), Pablo Marçal (PRTB), Nikolas Ferreira (PL-MG), Lucas Pavanato (PL-SP) e Rony Gabriel (Podemos-RS).
Fake news: o dano persiste mesmo após remoção
Débora Bergamasco destacou que as ordens de remoção chegam tarde demais para conter os efeitos da desinformação. “Depois que a flecha saiu, não tem como voltar”, afirmou a âncora.
“Às vezes dá até mais holofote para uma postagem ser retirada na Justiça, porque daí o assunto volta, aí volta a impactar as pessoas”, explicou.
A âncora criticou duramente a ausência de planejamento prévio da Justiça Eleitoral para lidar com ferramentas amplamente utilizadas nas campanhas, como grupos de WhatsApp.
