Desde o início de outubro, uma intensa onda de fumaça, proveniente de incêndios florestais, se instalou sobre o Amazonas. Em Manaus, a capital do estado, o índice de qualidade do ar chegou a acalnçar 693 pontos, nível considerado “perigoso” pela plataforma internacional IQAir. O tema reacendeu o alerta sobre os impactos da poluição na saúde respiratória.
Apesar das queimadas serem atribuídas aos municípios vizinhos, a queima da vegetação contém material particulado e poluentes que são transportados por correntes de vento. Isso explica a presença da fumaça no Amazonas.
Essas partículas são capazes de penetrar no sistema respiratório, causando estragos e aumento de infecções. Dados da Semsa (Secretaria Municipal de Saúde de Manaus) já haviam apontado o aumento de 10,5% nos atendimentos por doenças respiratórias na rede municipal de saúde entre agosto e setembro.
Apenas nos 17 primeiros dias de outubro, o Amazonas registrou 1.892 focos de incêndio, segundo o Painel do Fogo, do Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), órgão ligado ao Ministério da Defesa. A iniciativa monitora queimadas e incêndios florestais.
Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), a fumaça expõe a população a elevados níveis de poluentes atmosféricos, que podem causar irritações nas vias respiratórias, tosse, falta de ar e agravamento de doenças como asma e bronquite, que podem levar ao óbito.
