O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, rejeitou, neste domingo (18), os pedidos para que renunciasse ao cargo. Ele afirmou que os protestos de rua, que entraram em seu sexto dia, não representam uma ameaça ao seu governo, mas sim ao desejo do país de ingressar na União Europeia.
As manifestações, lideradas por estudantes e impulsionadas pela indignação com a suposta corrupção governamental, a escassez de empregos e a precariedade do sistema educacional, tomaram conta do centro de Tirana e se espalharam por outras cidades ao longo da última semana.
Manifestantes que exigem a renúncia de Rama incendiaram prédios públicos e agências bancárias, quebraram vitrines de lojas e arrancaram pedras do calçamento para arremessar contra a polícia.
A violência voltou a eclodir neste domingo, quando milhares de pessoas se reuniram em frente ao Ministério da Educação e lançaram pedras contra a tropa de choque, que respondeu com gás lacrimogêneo, jatos d’água e balas de borracha.
A onda de agitação, que sucede meses de protestos majoritariamente pacíficos ocorridos durante o verão contra um empreendimento de luxo no litoral, apoiado por Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, Donald Trump, representa o maior desafio enfrentado até agora por Rama. Ele governa o país desde 2013 e, no ano passado, conquistou seu quarto mandato.
