A indústria bélica está em constante evolução, desenvolvendo novas tecnologias capazes de tornar os armamentos cada vez mais perigosos e letais. Em meados do século XIX, a introdução da bala Minié representou um avanço significativo para a época, permitindo disparos mais precisos e eficazes a longas distâncias.
Esse modelo de munição, segundo a Enciclopédia Britannica, foi desenvolvido pelo oficial do exército francês Claude-Étienne Minié em 1849. A bala era feita de chumbo macio, e seu formato era cônico, com a base oca. Ao ser disparada, expandia de tamanho, provocando danos mortais na vítima. Dependendo da gravidade do ferimento, era necessário amputar o membro atingido.
Exclusivo: EUA avaliam “mãe de todas as bombas” contra Irã, dizem fontes
Ao menos oito pessoas são mortas a tiros em casa nos EUA, dizem autoridades
Exclusivo: Erro de IA quase causou conflito entre EUA e China, dizem fontes
Essa invenção permitia que os rifles carregados ativassem um sistema de ranhuras helicoidais, cortadas na superfície interna do cano da arma, que permitiam a rotação do projétil durante sua trajetória. A bala era posicionada diretamente no cano, mesmo quando sujo com resíduos de pólvora.
Antes, colocar a bala pelo cano era difícil, pois a textura do cano era reta. Por conta dessa dificuldade, os rifles não podiam ser carregados tão rapidamente quanto os mosquetes, mas o problema foi resolvido inicialmente com o uso de remendos lubrificados ao redor do projétil.
