Os EUA retomaram o fornecimento de informações de inteligência cruciais à Ucrânia para ajudar o país a se defender contra ataques de mísseis russos, após uma breve interrupção, afirmou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em declarações publicadas neste domingo (18).
A Ucrânia tem dependido de informações de inteligência dos EUA para detectar os mísseis balísticos de alta velocidade que a Rússia tem disparado, em ondas, contra suas cidades.
O presidente dos EUA, Donald Trump, havia dito, no início desta semana, que Washington continuava compartilhando inteligência, apesar de autoridades ucranianas terem relatado que alguns ataques russos ocorreram sem aviso prévio.
Em entrevista à NBC, Zelensky disse que o compartilhamento de inteligência havia sido interrompido, mas, posteriormente, “desbloqueado”.
“Somos muito gratos por isso”, disse ele.
“Agora está funcionando”, acrescentou.
No entanto, Zelensky observou que outras ações dos EUA, como a assinatura de um acordo para importar diesel russo e a suspensão de sanções contra a Rússia que deveriam entrar em vigor esta semana, prejudicarão a Ucrânia.
“Se os Estados Unidos ficarem oficialmente do lado da Rússia, se esses dois países estiverem juntos, é claro que não prevaleceremos e não conseguiremos resistir”, afirmou.
Na última semana, um distanciamento crescente entre Trump e Zelensky gerou preocupações de que o relacionamento conturbado entre ambos possa levar a consequências ainda piores para Kiev.
