A pouco mais de uma semana do dia das eleições em Israel, o presidente dos EUA, Donald Trump, finalmente ofereceu o apoio que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu buscava há muito tempo.
O presidente chamou Netanyahu de “grande primeiro-ministro guerreiro” em uma publicação nas redes sociais, afirmando que isso representa seu “apoio completo e total a Bibi Netanyahu”.
Trump também sugeriu a possibilidade de retomar a guerra contra o Irã, um conflito que os EUA iniciaram em conjunto com Israel há oito meses, caso os iranianos não “mudem de postura”.
Netanyahu respondeu prontamente, agradecendo a Trump pelo “apoio tremendo e pelo trabalho conjunto”.
Embora o apoio tenha finalmente chegado, ele não consegue ocultar o fato de que a relação entre os dois tem sido, por vezes, conturbada.
Durante anos, os israelenses que trafegavam pelas rodovias do país nas semanas finais de um período eleitoral deparavam-se com a mesma imagem: o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ao lado do presidente Donald Trump, sob o slogan: “Em outro patamar”.
A menos de duas semanas da votação de 27 de outubro, os outdoors de Netanyahu estão de volta. Mas, desta vez, Trump não aparece neles.
O presidente ainda figura em alguns vídeos do Likud, partido de Netanyahu, mas sua ausência pode indicar algo que vai além de uma simples estratégia publicitária.
Até este domingo (18), Trump havia evitado declarar apoio a Netanyahu.
