O Banco Mundial projeta crescimento de 2,1% do PIB brasileiro em 2026, enquanto o Paraguai deve registrar expansão de 4,7%, a maior taxa esperada na América Latina. O desempenho paraguaio, destacado na atualização de outubro do relatório econômico do Banco Mundial para a região, é sustentado por melhora nas condições de segurança, consolidação fiscal e investimento privado.
Para Suelen Raizer, fundadora da Frontexa, a macroeconomia paraguaia apresenta a alta estabilidade, com destaque para o ambiente tributário favorável à produção industrial.
Em entrevista ao CNN Money, Raizer avaliou os fatores por trás desse crescimento e seus possíveis reflexos para a economia brasileira.
A fundadora apontou a Lei de Maquila como o principal instrumento de atração de investimentos estrangeiros para o Paraguai. Essa lei é um regime paraguaio que incentiva a produção voltada à exportação por meio de forte redução de impostos.
“A Lei de Maquila existe há 25 anos e a gente não vê uma mudança de lei que retira algum benefício fiscal, e sim uma melhora cada vez mais dessa lei para atrair esse investimento”, afirmou.
Além do ambiente tributário mais simples, Raizer destacou a previsibilidade econômica do país vizinho como um diferencial relevante frente ao Brasil.
