O avanço das exportações e a demanda chinesa abrem novas perspectivas para o mercado de sorgo no Brasil. Tradicionalmente destinado à indústria de ração no mercado interno, o cereal ganha espaço no comércio internacional e amplia as alternativas de comercialização para os produtores, especialmente na safrinha.
Segundo estimativas da consultoria AgRural, o Brasil deve embarcar 1,8 milhão de toneladas de sorgo entre setembro e outubro de 2026, tendo a China como principal destino. O movimento ocorre em meio ao crescimento da produção nacional e à abertura de novas rotas de exportação.
Dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) indicam que a produção brasileira de sorgo deve alcançar 7,35 milhões de toneladas na safra 2025/26, alta de 20,4% em relação à temporada anterior. A área plantada também avançou, com crescimento de 32,9%, para 2,17 milhões de hectares.
A expansão da oferta coincide com o surgimento de novas oportunidades no mercado externo. Com a abertura do mercado chinês e a ampliação das alternativas logísticas, os produtores passam a contar com mais opções para escoar a produção, reduzindo a dependência do consumo doméstico.
A elevada demanda por sorgo, principalmente de mercados como a China, aumenta a concorrência por área de plantio. Na avaliação da StoneX, o custo elevado de produção do milho e a oferta mais enxuta do sorgo favorecem o cultivo deste último em 2026/27.
