A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) prepara uma ofensiva em quatro frentes contra a Meta, dona do Whatsapp, do Facebook e do Instagram. Relatórios e denúncias devem chegar às autoridades antes do debate presidencial da Band, marcado para as 20h deste domingo (18/10), quando as redes podem registrar picos de interação.
Além de novas ações na Justiça Eleitoral e petições à Polícia Federal (PF), o candidato à reeleição também deve fazer pedidos à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Organização dos Estados Americanos (OEA).
Argumentos no exterior
As organizações internacionais terão acesso a relatórios que, segundo a campanha, apontam para favorecimento da campanha de Flávio Bolsonaro(PL) nas entregas nas redes sociais.
Segundo os petistas, os vídeos de Lula - que tem 17,7 milhões de seguidores no Instagram -, tiveram um alcance 27,9% menor do que os de Flávio, que tem 14,7 milhões de seguidores na rede social.
Outro argumento levado aos órgãos do exterior foi exposto por reportagem da Folha de S. Paulo, que revelou mensagens internas de funcionários da Meta. Segundo o jornal, nas conversas foi admitido que Lula ficou 24 horas sem conseguir impulsionar conteúdos no dia 9 de outubro.
Além disso, às vésperas do primeiro turno, o perfil de Flávio aparecia recomendado no Instagram, o que é proibido pela legislação eleitoral. A rede social não recomendava a usuários as contas dos demais candidatos.
