O vôlei brasileiro ganhou três novos representantes no Hall da Fama da modalidade. A bicampeã olímpica Fabi Alvim, o campeão olímpico Alison Mamute e Ary Graça, ex-presidente da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), foram homenageados neste sábado, em cerimônia realizada em Holyoke, no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos.
A trajetória de Fabi foi um dos destaques da noite. Revelada no Rio de Janeiro, a ex-líbero construiu uma carreira de destaque na seleção brasileira e se tornou referência na posição. Ao relembrar o início da caminhada, ela falou sobre as dificuldades que enfrentou ainda na infância, quando jogar não era visto como uma escolha comum para meninas de seu bairro.
“Naquela época, uma menina que escolhia brincar com bola no meio dos meninos causava estranheza. A minha trajetória era, por si só, improvável. O lugar de onde vim, as barreiras que enfrentei pela ausência de padrões a seguir no vôlei, tudo parecia dizer não. Mas, de alguma forma, o improvável virou meu combustível”, contou.
Fabi também destacou como a função de líbero influenciou sua maneira de enxergar o esporte e a vida. Ao longo de duas décadas na posição, a jogadora teve papel importante nas conquistas da seleção, mesmo sem a responsabilidade de marcar pontos diretamente. Ela conquistou duas medalhas de ouro olímpicas e venceu a Superliga em dez oportunidades por clubes brasileiros.
“Ser líbero é aprender na pele o verdadeiro significado do altruísmo.
