BRASIL - A possível influência de Eduardo e Carlos Bolsonaro em um eventual governo de Flávio Bolsonaro preocupa integrantes do Centrão e da ala pragmática do Partido Liberal (PL). Apesar de o senador ter sinalizado a intenção de limitar a participação de familiares na gestão, aliados avaliam que os irmãos devem ter influência na formação da equipe e nas decisões do governo.
Segundo auxiliares, Flávio pretende ter o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, como principal conselheiro político e reservar aos irmãos papéis mais discretos. Em entrevista à TV Globo, o candidato negou que Eduardo possa assumir o Ministério das Relações Exteriores e afirmou que uma eventual nomeação do pai não está em seus planos no momento.
Eduardo Bolsonaro e a possibilidade de atuar na política externa
A atuação de Eduardo Bolsonaro no exterior é uma das principais preocupações de aliados do irmão. O ex-deputado tem feito articulações internacionais e antecipado posições sobre a política externa que poderia ser adotada em um eventual governo de Flávio.
No início de outubro, Eduardo mencionou a possibilidade de assumir o Ministério das Relações Exteriores, defendeu a transferência da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém e propôs uma reformulação no Itamaraty, com a saída de integrantes que considera alinhados ao governo Lula.
