A implementação do Código Florestal superou a barreira do cumprimento legal e passa a ser considerada um ativo estratégico para a inserção do Brasil nos mercados globais e na agenda do clima internacional.
É o que mostra o estudo “Cadeias Produtivas, Indústria e a Implementação do Código Florestal: Subsídios Estratégicos para Apoiar a Conformidade Ambiental e Competitividade Brasileira”, desenvolvido pelaConfederação Nacional da Indústria em parceria com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia. Eis a íntegra (PDF - 3 MB).
A publicação identifica que o país acumula aproximadamente 20 milhões de hectares de passivos ambientais de Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente que necessitam de regularização conforme estabelecido pelo Código Florestal.
Segundo as estimativas, a restauração de 20% a 50% dos passivos ambientais indica um potencial de criação de 0,7 a 1,9 milhão de empregos na Amazônia e de 0,5 a 1,2 milhão no Cerrado, totalizando em 3,1 milhão de empregos e ajudando o Brasil a atingir suas metas climáticas globais e planos nacionais de restauração.
Do lado dos ativos, o estudo mostra que o Brasil possui um estoque de 70 milhões de hectares de vegetação nativa excedente, ou seja, área verde além do exigido por lei. Em termos absolutos, o Cerrado concentra cerca de 25 milhões de hectares excedente desse ativo enquanto a Amazônia abriga aproximadamente 6,2 milhões de hectares.
