Uma equipe liderada pelo pesquisador Timothy Koeth, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, tentou reconstruir a capacidade da última iniciativa do projeto nuclear nazista: um reator experimental conhecido como pilha B8, construído em 1945 sob a direção do físico Werner Heisenberg.
Ao examinar dois cubos de urânio sobreviventes do reator, os cientistas descobriram que, naquela época, a Alemanha estava mais longe do que se acreditava de se desenvolver uma arma atômica. O estudo foi registrado em 29 de setembro no periódico PNAS Nexus.
Os pesquisadores examinaram os dois cubos de urânio natural do reator junto de registros históricos, relatórios técnicos, correspondências e outros documentos de arquivo. O objetivo era determinar o que teria sido necessário para o seu funcionamento.
Segundo seus cálculos, o reator B8 teria precisado de aproximadamente o dobro de urânio e mais do que o dobro de água pesada (²H₂O) do que realmente continha para alcançar uma reação nuclear em cadeia sustentada. Em especial, a água pesada necessária estava muito além da quantidade que o programa alemão podia obter do seu fornecimento norueguês.
Os pesquisadores então avaliaram se os cientistas alemães poderiam ter evitado a escassez de água usando grafite, uma forma de carbono que pode desacelerar nêutrons em reatores nucleares.
Por que este cubo simboliza o fracasso do programa nuclear nazista?
