Parlamentares de oposição acionaram neste sábado, 17, uma série de órgãos para tentar garantir a inclusão da lobista Roberta Luchsinger no programa de proteção à testemunha. Os pedidos foram protocolados logo depois de uma entrevista concedida por ela à CNN Brasil, na qual relatou parte da sua relação com Luís Fábio da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT). Luchsinger afirmou ainda receber 50 ameaças de morte por dia e disse que as filhas são alvo de ameaças de estupro.
“Eu, Zucco e Sanderson estamos assistindo juntos à entrevista de Roberta Luchsinger à CNN", escreveu no X o senador eleito Marcel Van Hattem (Novo-RS). "Estamos solicitando imediatamente sua inclusão no programa de proteção à testemunha. Suas denúncias contra Lula são gravíssimas e demonstram o enorme risco de vida que ela e suas filhas correm.”
Já o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-RJ), líder da oposição na Câmara, anunciou ter formalizado requerimentos “em todas as instituições cabíveis”. Segundo ele, o pacote inclui ofícios à Polícia Federal (PF), ao Ministério da Justiça e à Procuradoria-Geral da República (PGR) cobrando proteção imediata à depoente.
Silva também protocolou um requerimento de informação ao ministro da Justiça, com prazo de 30 dias para resposta, sob pena de crime de responsabilidade, além da convocação do ministro à Comissão de Segurança Pública da Câmara. Audiências públicas sobre o caso foram solicitadas nas comissões de Direitos Humanos e da Mulher.
