Você abre o WhatsApp para responder uma mensagem da família e encontra um vídeo sobre um candidato. No grupo do condomínio, alguém compartilha uma suposta pesquisa eleitoral. Já no grupo de amigos aparece um meme político acompanhado da frase “olha isso”. Você encaminha para outra pessoa porque achou engraçado, curioso, concordou com a mensagem ou simplesmente pensou que ela poderia interessar a alguém.
Sem perceber, você acabou fazendo parte da campanha eleitoral.
Nas últimas eleições, a disputa por votos deixou de estar concentrada na televisão, no rádio, nas ruas e nos perfis oficiais dos candidatos. Ela também passou a acontecer em espaços aparentemente privados e cotidianos, como no WhatsApp em grupos de família, amigos, colegas de trabalho, igreja, condomínio e faculdade. Nesses ambientes, eleitores comuns podem assumir, ainda que informalmente, o papel de distribuidores de conteúdo político.
A diferença é que, quando uma mensagem chega de alguém conhecido, ela não chega apenas como informação, ela vem acompanhada de uma relação de confiança, e é justamente aí que está uma das forças da comunicação política pelo WhatsApp.
“Quando o comercial ou a propaganda oficial do candidato aparece, o eleitor liga na hora o alerta de desconfiança porque sabe que existe um interesse eleitoral ali. Mas quando essa mesma mensagem chega por um amigo, um parente ou um vizinho, o processo de avaliação muda totalmente.
