Os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro adotaram diferentes estratégias para ocupar os espaços deixados pelas casas de apostas nos uniformes depois da proibição da publicidade do setor. As alternativas incluem acordos com empresas de outros ramos, divulgação de programas de sócio-torcedor e mensagens de protesto.
Flamengo, Fluminense e São Paulo foram os times que exibiram mensagens de protesto contra a medida nos uniformes. O levantamento levou em consideração as últimas rodadas do Brasileirão e considerou os clubes que tinham casas de apostas como patrocinadoras. Equipes que já não tinham empresas do setor como patrocinadoras não foram consideradas nessa comparação, pois não tiveram que retirar marcas de bets das camisas.
A mudança se deu enquanto clubes e representantes do setor de apostas pressionam o Supremo Tribunal Federal para suspender a medida provisória que proibiu a publicidade, o marketing e o patrocínio relacionados às apostas de quota fixa no país. O ministro Luiz Fux, relator de ações sobre o tema, só deve analisar o caso depois do 2º turno das eleições, marcado para 25 de outubro.
A medida provisória ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional para se tornar definitiva. O prazo para votação é de 120 dias.
Protestos contra a proibição
Flamengo e Fluminense exibiram a frase “Proibir não é proteger” nos uniformes durante o clássico disputado em 11 de outubro, no Maracanã.
