Fachada da prefeitura de Limoges, na França, parcialmente destruída por incêndio. Prédio foi alvo de vandalismo após protestos contra a inflação no país registrarem saques e violência extrema no sábado (17).
PASCAL LACHENAUD/AFP
A França amanheceu neste domingo (18) contabilizando os danos de uma das ondas de protestos mais violentas dos últimos anos no país.
Manifestações contra a inflação e cortes em serviços públicos deixaram um morto, mais de 500 policiais feridos e quase 1.800 detidos no sábado (17).
Segundo o Ministério do Interior, mais de 500 mil pessoas foram às ruas em dezenas de cidades. Os atos marcam a união de um movimento estudantil que já dura um mês com a insatisfação geral da população contra o aumento do custo de vida.
Pedestres passam por dois veículos queimados estacionados em uma rua um dia após os protestos nacionais contra o alto custo de vida, em Paris.
MATTHIEU RONDEL/AFP
Embora centenas de milhares de pessoas tenham protestado pacificamente, grupos radicais entraram em confronto com as forças de segurança.
Os protestos começaram no mês passado, motivados pelas condições das escolas e pela falta de professores em bairros de periferia. Nas últimas semanas, o movimento se ampliou para uma pauta contra a desigualdade e cortes de gastos públicos.
A morte, registrada em Paris, foi por conta de um ataque cardíaco.
Protestos na França levam mais de 500 mil às ruas e deixam 1 morto, 500 policiais feridos e 1.800 presos
