Defendido por caciques do Centrão, o voto distrital misto para as eleições à Câmara dos Deputados enfrenta forte resistência de grandes partidos no Congresso Nacional.
Segundo apurou a coluna, tanto o PL de Flávio Bolsonaro quanto a federação do PT de Lula (PT-PCdoB-PV) resistem ao modelo, de olho no próprio crescimento eleitoral.
Caciques do PT, por exemplo, dizem que a sigla não gosta da proposta e que, por ter coerência ideológica, tende a continuar elegendo grande bancadas sob o sistema proporcional.
Já o PL de Flávio Bolsonaro, apesar de ter parlamentares que defendem o modelo de voto distrital misto, é atualmente um dos principais beneficiados pela proporcionalidade.
Basta lembrar que são filiados ao PL os dois deputados mais votados da história: Nikolas Ferreira (MG) e Lucas Pavanato (SP). Cada um deles se elegeu em 2026 com mais de 3 milhões de votos.
O Centrão, por sua vez, foi quem mais perdeu cadeiras. Seus partidos tiveram votações aquém do esperado e diminuíram o número de parlamentares.
Líderes do PT avaliam que, caso queira continuar influente, Centrão precisa aderir formalmente, nas próximas eleições gerais, em 2030, aos dois partidos com força local.
