Leucemia, linfoma e mieloma múltiplo são doenças que, por muito tempo, foram associadas a prognósticos sombrios. No entanto, avanços significativos no diagnóstico e no tratamento dessas condições hematológicas têm transformado a perspectiva dos pacientes, ampliando as chances de cura e reduzindo o sofrimento durante as terapias.
Os hematologistas João Guerra e Lucila Kerbauy explicaram, em entrevista ao CNN Sinais Vitais de sábado (17), como as novas abordagens estão mudando o cenário das doenças do sangue, com opções que vão desde drogas-alvo até imunoterapia e transplante de medula óssea.
“Você ter diagnóstico hoje, por exemplo, de uma leucemia, não significa que você vai ter um prognóstico ruim”, afirmou Kerbauy.
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A especialista destacou que atualmente é possível identificar mutações nas células com muito mais precisão, o que permite definir melhor o tipo da doença e escolher o tratamento mais adequado para cada paciente.
No caso do transplante de medula óssea alogênico, em que o paciente recebe medula de outra pessoa, Kerbauy ressaltou que os procedimentos evoluíram para ser menos agressivos e com resultados mais promissores.
Já no linfoma de Hodgkin, a imunoterapia passou a integrar o tratamento, reduzindo a necessidade de quimioterapia e, consequentemente, os efeitos colaterais.
