A campanha de Lula, comandada por Sidônio Palmeira e uma equipe de marqueteiros, vai se incomodar com o que vai ler aqui. A uma semana do segundo turno, quem furou a bolha foi André Janones. O nome dele está entre os mais repetidos das redes nos últimos dias.
No começo do ano, Lula apostava todas as fichas na eleição mais fácil da história. No Sudeste, Rodrigo Pacheco em Minas, Eduardo Paes no Rio e Fernando Haddad em São Paulo fariam palanque para o presidente. Somada à fidelidade do eleitor nordestino, essa aliança garantiria uma vitória tranquila.
Janones pensava diferente. Para ele, a esquerda estava cega, aquela seria a eleição mais difícil desde a redemocratização e Flávio Bolsonaro era o adversário mais duro da direita.
Ele chegou a essa conclusão num elevador. Janones conta nos bastidores que um dia ficou frente a frente com Flávio e se preparou para o troco por anos de combate ao bolsonarismo. Encontrou um carioca brincalhão, que só pediu que ele “pegasse um pouco mais leve”. Ali percebeu que Flávio era menos ideológico que o resto da família e, por isso mesmo, o adversário mais perigoso, porque o jeito carioca seduz.
As urnas deram razão a ele. No dia 4 de outubro, Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
Tudo sempre foi urgente
Quem vê Janones gritando “urgente” o dia inteiro talvez desconheça que, na vida dele, tudo sempre foi urgente.
A história começa com um casal improvável. Ela tinha 24 anos.
