Imagine receber uma mensagem do seu banco informando que existe uma movimentação suspeita em sua conta. Você observa o endereço do site, confere o nome da instituição e percebe que tudo parece correto. O logotipo é conhecido, a página possui aparência profissional e até o endereço eletrônico parece verdadeiro. Entretanto, uma única letra pode ter sido substituída por um caractere visualmente semelhante, transformando aquele endereço em uma armadilha digital.
Essa é a lógica do chamado ataque homográfico, conhecido internacionalmente como Homograph Attack. Trata-se de uma técnica em que criminosos exploram a semelhança entre letras e caracteres de diferentes alfabetos para criar endereços eletrônicos que parecem pertencer a empresas legítimas.
Um exemplo simples é a semelhança entre a letra “O” e o número “0”, ou entre a letra “l” minúscula e a letra “I” maiúscula. Entretanto, a técnica pode ser muito mais sofisticada. Alguns caracteres dos alfabetos cirílico e grego são visualmente quase idênticos aos utilizados em português, embora sejam reconhecidos pelos computadores como símbolos completamente diferentes.
Isso permite que criminosos registrem domínios visualmente semelhantes aos de bancos, lojas, serviços de pagamento e plataformas digitais. A vítima acredita estar acessando o site verdadeiro, mas acaba entrando em uma página falsa preparada para capturar senhas, informações bancárias e dados pessoais.
