Cuba vai buscar a ajuda da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o que classifica como “castigo coletivo” imposto pelos Estados Unidos contra o país. Desde a década de 1960, a ilha é alvo de um embargo comercial e pressões norte-americanas que aumentaram no último ano, após Donald Trump reassumir a Casa Branca pela segunda vez.
O pedido será feito através de uma nova resolução que pede o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro norte-americano contra Cuba. Ao Metrópoles, o embaixador cubano no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, informou que o texto será apresentado e discutido na Assembleia Geral da ONU nos próximos dias 27 e 28 de outubro.
Crise em Cuba
Cuba é alvo de um embargo econômico imposto pelos Estados Unidos desde 1962. As medidas foram tomadas após a aproximação de Cuba com a União Soviética, no contexto da Guerra Fria.
O embargo restringiu o acesso do país ao mercado internacional e isolou a ilha caribenha, impedindo seu avanço social e econômico.
Embora não se trate de uma proibição geral, determinadas regras norte-americanas alcançam empresas, bancos e pessoas estrangeiras que tenham vínculos com Havana.
Décadas de dificuldades econômicas levaram o país a uma falta de modernização, o condenado à dependência de combustíveis fósseis e importados.
Com o aumento do cerco de Trump contra Cuba, o país passou a enfrentar apagões prolongados, em um sistema elétrico antigo e com problemas de manutenção.
