Óculos inteligentes da Meta
Bloomberg via Getty Images via BBC
Quando a Meta lançou seus óculos inteligentes alimentados por IA em 2023, em colaboração com a marca de óculos de sol Ray-Ban, surgiu uma enxurrada de controvérsias.
Houve diversos relatos de uso dos dispositivos para assediar mulheres e, principalmente, meninas. Elas foram filmadas sem consentimento e as imagens foram posteriormente compartilhadas na internet.
A recente contratação pela Meta de Kylie Jenner, irmã de Kim Kardashian, como principal modelo da empresa, aparentemente não resolveu o problema de imagem. Os dispositivos foram apelidados de óculos "pervertidos" ou "sinistros".
No Reino Unido, os pubs JD Wetherspoon, alguns teatros importantes, a Comic-Con, certas escolas e a base da Marinha britânica Faslane, que abriga os submarinos nucleares do país, decidiram pela sua proibição.
Agora no g1
Na quinta-feira (24/9), a Meta apresentou uma nova versão dos óculos inteligentes sem câmera, chamada Ray-Ban Meta Audio. Eles terão as mesmas funções de áudio dos óculos originais (incluindo a capacidade de fazer ligações telefônicas ou reproduzir música, com o som dirigido diretamente para o seu ouvido), mas com menos consequências para a privacidade das pessoas.
Para alguns profissionais do setor, parece uma mudança interessante e, talvez, uma reação às críticas relativas à privacidade.
A Meta nega que os novos óculos tenham sido lançados às pressas, em resposta ao furor do público.
'Óculos pervertidos': versão sem câmera poderá salvar o produto da Meta?
