A mastigação de chiclete pode influenciar o estado de alerta e a atenção, mas não há evidências suficientes de que o hábito melhore a memorização. Pesquisas sobre o tema apontam efeitos limitados, enquanto especialistas destacam a importância de técnicas de aprendizagem e de hábitos que favoreçam o funcionamento do cérebro.
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, e publicado na revista científica “Nutritional Neuroscience” investigou a relação entre mascar chiclete e o desempenho cognitivo. Os resultados indicaram possíveis efeitos sobre o estado de alerta, mas não identificaram benefícios significativos na memorização de histórias e listas de palavras.
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Segundo Marcelo Gobbo, médico de família, a mastigação pode estimular mecanismos fisiológicos relacionados à atividade cerebral e à atenção. Isso, no entanto, não permite concluir que o hábito resulte em melhor desempenho intelectual ou maior capacidade de reter informações. O especialista ressalta ainda que os efeitos podem variar entre indivíduos e que o chiclete não deve ser considerado uma estratégia universal para melhorar a concentração.
