Quem percebe mais fios no ralo ou falhas no couro cabeludo costuma ir direto atrás de soluções rápidas. Mas, essa pressa pode influenciar na recuperação capilar, principalmente quando se trata de doenças mais sérias, como a alopecia.
Em entrevista à CNN Brasil neste domingo (18), o tricologista João Gabriel Fernandes, explicou que o ponto de partida precisa ser sempre a identificação da origem do problema e não a busca por tratamentos rápidos visto na internet.
“A alopecia não é uma única doença, e esse é o principal erro de quem tenta tratar a queda de cabelo sem diagnóstico. Cada tipo tem uma causa diferente, hormonal, autoimune ou inflamatória, e isso muda completamente a estratégia. Quando tratamos de forma genérica, o risco de não ter resultado é muito alto”, explica.
O termo alopecia reúne condições distintas, e cada uma pede uma abordagem própria. Entre as mais frequentes está a androgenética, a popular calvície, ligada a fatores genéticos e hormonais. Há também a alopecia areata, de natureza autoimune, que provoca falhas e apresenta um comportamento imprevisível, e as formas cicatriciais, mais raras, nas quais o dano aos folículos é permanente.
De acordo com o especialista, quadros visualmente parecidos podem ter causas muito diferentes. “A mesma queda pode ter origens completamente diferentes.
