Quem é tutor de um cão provavelmente já viu a seguinte cena: por mais brinquedos e enriquecimento ambiental que tenha, o animal ama brincar e “mexer” no lixo de casa. Por mais que parece um hábito rotineiro e até inofensivo, a prática apresenta riscos à saúde do cachorro, que vão de distúrbios digestivos leves até obstruções intestinais graves, segundo o veterinário João Paulo Lacerda. Para tentar minimizar o problema, dar broncas tardias não funciona e gera ansiedade. O mais eficaz é investir em lixeiras seguras e em treinos baseados em reforço positivo.
Usar modelos com travas e colocar a lixeira em lugares inacessíveis para o pet evita riscos.
Passeios diários e brinquedos recheados gastam a energia física e mental, evitando que o pet procure o lixo por tédio.
Ensinar comandos como “deixa” ou “larga” e recompensar os acertos funciona melhor do que dar broncas tardias, que só geram ansiedade.
Em caso de ingestão acidental de ossos, plásticos ou comida estragada, procure o veterinário e nunca induza o vômito sem orientação.
Riscos e adaptações físicas para proteger o lixo
O olfato extremamente desenvolvido leva os cães para o lixo por causa dos cheiros de comida, mas o hábito também pode estar ligado à fome ou ao tédio. Comer lixo traz perigos reais, já que ossos causam perfurações e sacos plásticos bloqueiam o trato digestivo.
