O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, divulgou, na noite deste sábado (17/10), um balanço das ondas de protestos contra o alto custo de vida e por melhores condições de ensino na França. De acordo com Lecornu, cerca de 1.200 pessoas foram detidas e 150 policiais ficaram feridos durante os atos.
A polícia recorreu ao uso de gás lacrimogéneo durante confrontos com manifestantes, numa altura em que os protestos se intensificavam por toda a França, impulsionados pela indignação com a alta dos preços e o enfraquecimento do estado de bem-estar social.
Entre pontos que foram atingidos, o prédio da prefeitura da cidade de Limoges foi incendiada.
Em Gironde, a residência oficial do prefeito foi saqueada pelos manifestantes. A prefeita da cidade, Sophie Brocas, condenou “nos termos mais fortes possíveis” os danos causados ao local e também os saques registrados em lojas no centro de Gironde.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, declarou que a manifestação oficial foi sequestrada por “delinquentes oportunistas que viram uma oportunidade para saquear e pilhar” e afirmou que eles vão ser identificados e tratados “com firmeza”. De acordo com ele, não há a intenção do Governo de decretar estado de emergência, mas reiterou: “Condeno veementemente a violência a que assistimos.”
