Trinta e sete anos depois daquele 1989 fatídico, e com as consequências então conhecidas, apareceu uma candidata a Miriam Cordeiro na sucessão: Roberta Luchsinger. Há, claro, diferenças, como sempre, quando se associam personagens de tempos históricos distintos: aquela falou no horário eleitoral de Fernando Collor; esta concedeu uma estupefaciente entrevista à CNN na noite deste sábado. Tratou-se de uma sessão de insultos dirigidos contra o presidente, sem uma miserável acusação objetiva. Muito pelo contrário: ela admitiu não ter nada. Afirmou, por exemplo, que aceita fazer uma delação premiada, embora diga não ter cometido crime nenhum nem ter contrato com o poder público. Nota: Cordeiro apareceu no horário eleitoral na noite de 12 de dezembro daquele ano; a peça foi repisada no dia 13, e o debate entre os candidatos se deu no dia 14. O primeiro confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro acontece na Band neste domingo.
Uma frase resume a entrevista de Luchsinger, além dos xingamentos: “Um homem desse não pode continuar na Presidência da República”. Flávio Bolsonaro certamente concorda com ela. Em 1989, Cordeiro afirmou sobre Lula, com quem teve uma filha, Lurian, que sempre esteve ao lado do pai: “Eu não apoio o Lula e não quero apoiar o Lula porque eu acho que apoiar o Lula seria uma traição a mim mesma. Eu fui uma pessoa que sofreu muito na mão do Lula.
