A péssima qualidade do ar provocada pela fumaça das queimadas no Amazonas dificultou a atuação de aeronaves no combate aos focos de incêndios florestais no estado. A informação foi confirmada neste sábado (17) pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
Ao todo, quatro helicópteros que atuavam na distribuição de brigadistas e equipamentos para a operação, e que também realizavam lançamentos de água, chegaram a voar pela região, mas não completaram as missões por falta de visibilidade - fator apontado pelo órgão como o principal obstáculo das equipes.
Apenas seis aviões Air Tractor - aeronave turboélice, especializada em voos para aviação agrícola, combate a incêndios florestais e missões militares - conseguiram realizar os lançamentos na região mesmo com interferências.
O instituto ainda explica que uma das aeronaves, o avião KC-390, de transporte militar multimissão utilizado para uso tático e logístico, reabastecimento em voo e combate a incêndios florestais, deve retornar às operações assim que a manutenção for concluída.
“As aeronaves que operam sob regras de voo visual (VFR, na sigla em inglês) estão sujeitas a requisitos mínimos de visibilidade, que podem chegar a 5.000 metros. Em determinadas condições, operações autorizadas sob VFR especial permitem mínimos inferiores, conforme a regulamentação aplicável.
