Torre da sede da prefeitura de Limoges, na França, desaba durante incêndio
PASCAL LACHENAUD/AFP
Os protestos contra o alto custo de vida e por melhores condições de ensino na França terminaram com cerca de 1.200 pessoas detidas e 150 policiais e gendarmes feridos neste sábado (17).
O balanço foi divulgado pelo primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, na noite deste sábado. Segundo ele, é um milagre que o saldo não tenha sido mais grave.
O governo francês estima que 550 mil pessoas participaram das manifestações em todo o país. Os organizadores falam em 800 mil. Os atos reuniram estudantes, que organizam protestos há semanas, trabalhadores e integrantes do movimento dos “coletes amarelos”.
Em Limoges, no centro da França, um incêndio atingiu a sede da prefeitura e derrubou parte do prédio, inaugurado em 1883. Segundo a imprensa francesa, um grupo de pessoas encapuzadas quebrou vidraças para entrar no edifício e colocou fogo no local, depois do fim da manifestação na cidade.
No mesmo dia, manifestações contra o custo de vida e os preços da moradia ocorreram em outros países europeus, entre eles Portugal, Itália, Bélgica e Espanha.
Mais cedo, o ministro do Interior, Laurent Nuñez, havia informado 400 detidos e 60 policiais feridos, dois deles levados ao hospital inconscientes. Ele também relatou saques ou tentativas de saque em Paris, Rouen, Nantes, Toulouse e Marselha.
Protestos na França terminam com mais de 1 mil presos; atos contra o custo de vida se espalham pela Europa
