A preservação de jogos eletrônicos tem passado por um dos seus períodos mais conturbados na indústria dos games. Esta é, na verdade, uma discussão bem antiga, que aborda os videogames como um patrimônio cultural e não apenas como uma forma de entretenimento. E os recursos para manter essa preservação de pé estão se esgotando.
A Sony anunciou em julho que deixará de produzir mídias físicas para o PlayStation a partir de 2028. A decisão é uma verdadeira facada nas costas dos fãs da marca e tem sido alvo de discussões acaloradas até hoje. A mídia física era uma das poucas formas que os jogadores tinham de assegurar que um jogo era de sua propriedade, algo que tem mudado desde a chegada das plataformas digitais.
Hoje, pagar por um jogo digital na loja da Nintendo, PlayStation, XBOX ou Steam é o mesmo que alugá-lo. Nessas plataformas, você adquire apenas uma licença de uso do game, e não o jogo em si. Recentemente, a Sony foi à Justiça para provar que você não é dono dos jogos digitais que compra.
Não entenda mal: as mídias digitais têm suas vantagens. Elas são mais cômodas, não ocupam espaço, não estragam com o tempo e possuem recursos que não encontramos em discos comuns. Contudo, as mídias digitais também podem ser facilmente retiradas de suas bibliotecas. Se uma empresa assim desejar, servidores podem ser derrubados ou você pode simplesmente perder sua licença em meio a tudo isso.
