A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou neste sábado (17) que apresentou ao relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Promoção e Proteção do Direito à Liberdade de Opinião e Expressão, Leopoldo Maldonado Gutiérrez, o episódio envolvendo a Meta, dona do Facebook, WhatsApp e Instagram. A equipe do petista enviou relatório com informações sobre a distribuição de conteúdos políticos nas plataformas da big tech.
Segundo a campanha de Lula, a entrega de conteúdos entre as candidaturas do chefe do Executivo e do senador Flávio Bolsonaro (PL) se deu de “forma não isonômica”. A coligação “Brasil Pronto pra Mais”, composta por PSB, PDT e pelas federações PSOL/Rede e Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), disse dispor de “graves fatos que interferiram na igualdade de condições” em razão do tratamento dado pela Meta.
Ao relator da ONU, a equipe do petista pediu acompanhamento dos fatos e a execução de determinações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na quinta-feira (15), a Corte proibiu a big tech de limitar o alcance de conteúdos políticos.
Investigação contra Flávio Bolsonaro
A campanha de Lula também informou que apresentou notícia de fato ao Procurador-Geral Eleitoral, Paulo Gustavo Gonet Branco, e à Polícia Federal (PF) para apurar se a campanha de Flávio recebeu vantagens econômicas de distribuição e produção de conteúdo nas plataformas da Meta.
