As ruas da França foram tomadas por uma série de protestos contra o alto custo de vida neste sábado (17/10). Em cidades como Paris, Lyon e Marselha, estabelecimentos de grifes como Hermès, Louis Vuitton e Hugo Boss foram invadidos, tiveram vitrines quebradas e produtos levados. Lojas de outros segmentos, incluindo comércios de cosméticos, eletrônicos, artigos esportivos e até padarias, também foram atingidas.
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Insatisfação e alto custo de vida
As manifestações foram motivadas principalmente pelo aumento do custo de vida. A alta dos preços de combustíveis, alimentos e energia pressiona o orçamento das famílias e contribui para o descontentamento de diferentes setores da sociedade francesa.
Os atos também se conectam a protestos estudantis contra as condições de ensino e à insatisfação com a atuação das forças de segurança. Nas últimas semanas, denúncias de violência policial durante manifestações de estudantes do ensino médio contribuíram para intensificar a tensão.
O cenário político também ajuda a dimensionar o momento. A França se prepara para as eleições presidenciais de 2027, quando será escolhido o sucessor de Emmanuel Macron, que não poderá disputar um terceiro mandato consecutivo.
Lojas de luxo tornam-se alvos
A escolha de estabelecimentos de marcas como Hermès e Louis Vuitton chama a atenção pela carga simbólica que esses nomes carregam.
