Fachada do Superior Tribunal de Justiça (STJ)
TV Gazeta
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu uma investigação e exonerou, nesta sexta-feira (16), um servidor da área de tecnologia suspeito de vazar minutas de decisões do tribunal ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL)
As trocas de mensagens constam em um relatório da Polícia Federal (PF) encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR).
De acordo com o relatório, em uma delas, Humberto Fontoura Pradera, então servidor da área de tecnologia do STJ, repassou ao advogado Willer Tomaz informações relacionadas a demandas internas do tribunal. Ele contou que duas pessoas haviam sido designadas para tratar de determinado assunto e afirmou que manteria o advogado informado.
Outro episódio aponta que Pradera encaminhou uma fotografia de um documento exibido na tela de um computador, com um carimbo sobre a mesa.
"O presidente do STJ, ministro Luis Felipe Salomão, tomou conhecimento dos fatos, e um procedimento interno para apuração já havia sido instaurado desde a semana passada. Como não se trata de concursado, o servidor em cargo de confiança foi exonerado nesta sexta-feira (16)", afirmou o STJ, em nota. O caso foi revelado pelo portal UOL e confirmado pela TV Globo.
"As medidas criminais estão em andamento e são sigilosas, e sobre elas o Tribunal não vai se manifestar", informou o tribunal.
STJ abre investigação e exonera servidor suspeito de vazar minutas de decisões a advogado amigo de Flávio
