O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado Federal, vivem um novo momento da relação após meses de abalos no contato entre os dois. O pano de fundo para a reaproximação passa pela dependência mútua por suas respectivas reeleições.
Enquanto Lula trabalha para tentar virar o jogo na disputa presidencial e vencer Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, Alcolumbre já faz cálculos sobre as chances de conseguir se reeleger como presidente do Senado em fevereiro de 2027.
Atualmente, é por meio da reeleição petista que o chefe do Legislativo tem maior chances de conseguir se manter no cargo.
Como gesto ao presidente, Alcolumbre pautou e votou os dois turnos da proposta que coloca fim a escala de 6 dias de trabalho por apenas um de folga. Na mesma semana, o senador do Amapá aprovou os dois turnos e promulgou o texto, que era a principal bandeira de Lula na campanha deste ano.
Ao dar o trunfo de aprovar sua mais importante pauta dos últimos meses, o presidente do Senado selou sua aproximação com o petista e estancou a sangria causada pela rejeição da Casa a indicação do governo para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Em abril, o mesmo Alcolumbre que deu a maior vitória para o governo nesta gestão com a aprovação do fim da 6×1, foi o responsável pela maior derrota do petista neste mandato.
O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, foi rejeitado pelo Senado para ser ministro do STF.
