Às 8h59 deste sábado, milhares de brasileiros estavam com o polegar suspenso sobre o botão de publicar. Na véspera, André Janones tinha avisado que ninguém podia queimar a largada, nem um minuto antes nem um minuto depois. Quando o relógio virou, o Instagram amanheceu amarelo.
O primeiro a aparecer foi o próprio presidente. Lula vestiu a camisa da Seleção com um adesivo escrito “O Brasil é dos brasileiros” colado sobre a marca da fornecedora da CBF. A camisa não era para parecer de campanha. Era para parecer de torcida.
A esquerda aprendeu o jogo de 2018
Foi a direita que ensinou o país a agir em enxame pelo WhatsApp e a transformar a amarelinha em uniforme. Agora o movimento vem do outro lado. A Bites aposta que a esquerda pode ter iniciado em 2026 sua transformação digital, ganhe ou perca. Antes do primeiro turno, Lula tinha 1,14 vez as interações de Flávio Bolsonaro. Depois da derrota, a relação saltou para 3,5 vezes. Janones, ignorado pelo Planalto por quatro anos, ganhou 3,7 milhões de seguidores e superou Nikolas Ferreira em interações, 50,2 milhões contra 42,5 milhões.
A técnica
Na live de sexta, Janones explicou que curtir logo no início do vídeo avisa a plataforma de que o conteúdo merece circular. O truque do sábado foi a sincronia. Milhões de posts iguais no mesmo minuto fazem o algoritmo entender que algo grande está acontecendo e empurram o assunto para fora da bolha. Valia despertador, agendamento e até foto feita por inteligência artificial.
Deu certo.
