A jornada de protestos deste sábado, 17, terminou com pelo menos 270 detenções em toda a França, segundo o Ministério do Interior, que relatou incidentes graves em Paris, Marselha, Lyon e Nantes, entre outras cidades. Os atos nasceram em setembro como manifestações de apoio a professores em greve de uma escola de Paris, incorporaram pautas como o custo de vida e, nos últimos dias, escalaram em violência.
De acordo com a agência EFE, as autoridades registraram uma alta nos atos violentos, ataques às forças de segurança, saques ou tentativas de saque a lojas e depredação de prédios públicos, atribuídos a grupos de várias centenas de pessoas vestidas de preto e ligadas à extrema-esquerda.
O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, foi ao X apontar os responsáveis. “As manifestações pacíficas têm, sim, seu lugar em nossa república. Incêndios, saques e ataques, não. Hoje, grupos de extrema-esquerda organizaram a violência em várias cidades da França; criminosos misturaram-se a eles para saquear e destruir”, escreveu. “Àqueles que claramente querem transformar essa violência em um ‘aquecimento’ para a eleição presidencial [de 2027], digo de forma clara: não nos deixaremos intimidar. Ninguém imporá sua agenda política por meio da violência.”
Entre os episódios mais graves, o governo citou a invasão da prefeitura de Marselha e os estragos no comércio.
