Documentos judiciais tornados públicos revelam como o Telegram responde a solicitações oficiais dos Estados Unidos. Em uma carta enviada às autoridades norte-americanas após ordem judicial baseada na Lei de Comunicações Armazenadas, o aplicativo repassou informações de identificação de um investigado, incluindo número de telefone, ID de usuário e endereço IP.
O caso envolve Mahmoud Amin Ya’qub Al-Muhtadi, preso em outubro de 2025 sob acusação de envolvimento nos ataques liderados pelo Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023. O envio das informações foi confirmado pelo app de mensagens em comunicação oficial anexada ao processo.
“Em conformidade com nosso desejo de cooperar com as autoridades competentes quando consistente com as leis aplicáveis a nós, estamos fornecendo voluntariamente esta resposta e/ou as informações anexas”, afirmou a equipe do Telegram, no documento formal submetido à Justiça.
Mudança de postura após prisão de fundador
A cooperação do Telegram marca uma transição no posicionamento da plataforma. Historicamente resistente a pedidos governamentais, o aplicativo passou a responder com frequência regular a ordens judiciais emitidas por órgãos de segurança, o que aproxima a conduta do padrão adotado por outras gigantes da tecnologia.
Essa alteração institucional intensificou-se após a prisão do fundador e presidente do aplicativo, Pavel Durov, na França, em agosto de 2024.
