A memória RAM é um dos componentes mais importantes para o desempenho geral de um PC gamer, com potencial de salvar uma máquina ou até mesmo piorar a situação dela. Quando um jogo exige mais espaço de armazenamento temporário do que os pentes instalados conseguem oferecer, o sistema operacional precisa recorrer a soluções de emergência para manter a aplicação rodando, o que compromete diretamente a fluidez da experiência.
Em termos práticos, a falta de RAM (não o mercado, no seu PC mesmo) interrompe a entrega constante de dados essenciais à CPU, criando gargalos e derrubando o desempenho durante a jogatina. Em vez de uma perda simples da média de FPS, essa limitação afeta a estabilidade do sistema como um todo, gerando comportamentos que vão desde pequenos engasgos na imagem até o fechamento dos jogos.
Uso da memória virtual
O sintoma mais imediato da falta de RAM em jogos é o stuttering, aquelas travadas rápidas. Como a memória atinge o limite de capacidade, o sistema operacional ativa o arquivo de paginação e passa a usar uma fração do SSD ou HD como memória virtual. Como as taxas de transferência e os tempos de acesso do SSD são significativamente mais lentos do que os da memória RAM, a leitura de texturas e objetos em tempo real sofre atrasos perceptíveis.
Esse gargalo se reflete de maneira crítica no de 1% low FPS, que mede as quedas mais profundas de quadros.
