Sete dias antes da operação que revelou suspeitas de regalias concedidas a Milton Leite (União Brasil), uma mulher com características semelhantes às da delegada seccional de Mogi das Cruzes, Margarette Barreto, esteve na unidade policial onde o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo está preso. Na mesma ocasião, uma pessoa parecida com o político foi retirada da carceragem e levada a uma área restrita.
A movimentação, registrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em 9 de outubro, consta de uma decisão judicial obtida com exclusividade pela coluna. A coluna apurou que Margarette é investigada pela Corregedoria da Polícia Civil. A defesa dela não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.
Quase uma hora fora da cela
Por volta das 13h20, uma viatura descaracterizada chegou ao 1º DP de Mogi das Cruzes. Dela desembarcaram dois homens e uma mulher com características semelhantes às da delegada seccional.
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), um dos homens entrou na cadeia e retornou acompanhado de uma pessoa com características compatíveis com as de Milton Leite.
Essa pessoa foi conduzida à área administrativa restrita, onde permaneceu por quase uma hora antes de retornar à carceragem. Pouco depois, a mulher deixou a unidade na mesma viatura.
