A fumaça dos incêndios florestais no Amazonas derrubou a visibilidade em Manaus e travou as operações aéreas de combate ao fogo neste sábado, 17.
Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), as condições inviabilizaram a decolagem nos dois aeroportos usados pelas equipes, e a volta dos voos depende de o ar clarear.
As operações integram a força-tarefa montada pelo governo federal para conter os incêndios no Estado, os mesmos focos que vêm degradando a qualidade do ar. Neste sábado, Manaus voltou a aparecer com o pior índice entre as capitais brasileiras, de acordo com a plataforma internacional IQAir. A medição saltou de 441 pontos, às 6h, para 657 às 8h40, faixa classificada como “perigoso”.
Em nota, o Ibama afirmou que as aeronaves só podem voar quando atingem requisitos mínimos de visibilidade, e que a fumaça, ao impedir esses patamares, obriga a suspensão dos trabalhos. O órgão espera que a situação melhore no decorrer do dia e libere as decolagens. O cargueiro KC-390, da Força Aérea Brasileira (FAB), também deve retornar à operação assim que concluir serviços de manutenção.
Diante do quadro, o instituto recalculou a distribuição da frota conforme as condições do tempo e o alcance de cada equipamento. A partir de domingo, 18, Parintins receberá dois aviões Air Tractor. Itacoatiara ficará com outros dois Air Tractor e uma aeronave da Defesa Civil estadual.
