A história do Grande Bazar de Istambul começou em 1453, logo após a tomada de Constantinopla. O jovem sultão otomano Mehmed II, com apenas 21 anos, compreendeu que para financiar a reconstrução da cidade e integrar uma população diversa, era necessário criar um centro comercial monumental.
Dessa visão nasceu uma estrutura protegida por espessas paredes de alvenaria e organizada com a precisão de quartéis militares. Sob o mesmo teto em arco, mestres de diversas minorias religiosas, como armênios, gregos, judeus e siríacos, estabeleceram parcerias comerciais e moldaram a identidade do local ao longo dos séculos.
Atualmente, o complexo abriga 65 ruas, 14 hospedarias e cerca de 3.600 lojas, divididas historicamente pelas profissões que acolhem.
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Bastidores invisíveis a 400 mil visitantes diários
Enquanto cerca de 400.000 pessoas percorrem os corredores iluminados diariamente em busca de tapetes, couros e lembranças, a verdadeira alma do bazar opera longe dos olhos do público. O coração do complexo reside no Cevahir Bedesteni, uma construção histórica marcada por 15 cúpulas que serviu de núcleo para a expansão do mercado.
