Milhares de pessoas marcharam pelo centro de Lisboa neste sábado (17) para protestar contra a disparada do custo de vida e o agravamento da crise habitacional, aumentando a pressão sobre o governo em relação à acessibilidade à moradia.
O protesto ocorreu após dias de crescente agitação na cidade do Porto, no norte do país, onde ativistas haviam montado um acampamento, que foi desmantelado pela polícia em uma operação realizada na madrugada de segunda-feira (12). O movimento reflete ações semelhantes ocorridas na vizinha Espanha.
Os manifestantes afirmaram que os baixos salários não estão acompanhando a alta dos custos de moradia e do custo de vida, deixando muitas pessoas com dificuldades para arcar com as despesas básicas.
Pedro Penilo, de 62 anos, professor, disse que o governo está desconectado da realidade da população comum.
“Preciso ver como ficará o meu crédito habitação nos próximos meses, quando ele for reajustado. Estou muito preocupado. Acima de tudo, sinto que existe um clima geral de grande abuso, um grande abuso contra a vida das pessoas”, afirmou.
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, declarou na sexta-feira (16) que o “governo não cederá aos gritos das ruas”, acrescentando que medidas concretas para abordar essas preocupações já estavam sendo implementadas.
