Flavio Bolsonaro afirmou que não participaria do debate com Lula promovido pela TV Bandeirante. Palavra final. Horas depois voltou atrás. Afirmou que iria. Ele também fez pesadas críticas ao projeto que termina a escala de trabalho 6×1. Mas também voltou atrás. Votou a favor. A palavra de candidato não vale muito. Ou quase nada. Lula promete mundos e fundos. Até esquecer a dívida de microempresários com o fisco. Anistia inesperada. Vale tudo na corrida pela vitória. Estelionato eleitoral para todos os gostos.
Eleição promove esta falta de compromisso. O papel aceita tudo. E os discursos são fantasiosos. Todos contêm fórmula mágica para gerar empregos, reduzir a inflação e promover a felicidade geral. Mas não é fenômeno brasileiro. Empresários, de alto coturno, nos Estados Unidos, estão avisando, individualmente, aos eleitores que se votarem a favor dos Republicanos receberão um cheque de cinco mil dólares. Generosidade específica. Vote no fulano e ganhe dinheiro.
Quem acompanha o noticiário internacional sabe que Donald Trump é um trapalhão. Não mede consequências, não avalia o cenário e comete arbitrariedades que fazem os fundadores dos Estados Unidos se revirarem nos respectivos túmulos. Nesta semana, ele decidiu desconhecer o embargo econômico que ele mesmo decretou contra a Rússia. E começou a comprar petróleo de Moscou. E mais: disse que Volodymir Zelensky deve ser substituído no governo da Ucrânia.
