São Paulo - Preso por suspeita de envolvimento em um esquema do Primeiro Comando da Capital (PCC) com empresas de ônibus de São Paulo, o ex-vereador Milton Leite (União Brasil) negou que receba regalias na cadeia.
Nessa sexta-feira (16/10), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou a Operação Custódia (In)Fiel, contra favorecimentos indevidos ao ex-presidente da Câmara Municipal.
“Milton não recebe nem recebeu nenhum tipo de regalia ou tratamento diferenciado na unidade em que está custodiado”, afirmou a defesa do político, em nota. “Ele está submetido às mesmas regras, rotinas e restrições aplicadas a todos os demais custodiados, cumprindo as normas do estabelecimento.”
Operação contra regalias de Milton Leite na cadeia
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), deflagrou a Operação Custódia (In)Fiel na sexta-feira (16/10) para apurar supostas regalias concedidas a presos da Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, onde está preso Milton Leite (União).
A investigação começou após uma denúncia anônima apontar que o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo estaria recebendo visitas de políticos e amigos fora dos dias e horários autorizados, inclusive à noite e aos fins de semana.
Um carcereiro suspeito de facilitar regalias a Milton Leite teve cerca de R$ 155 mil e US$ 10 mil apreendidos na operação.
