A enxertia de uva é uma prática agrícola ancestral que permite unir a raiz resistente de uma videira à copa produtiva de outra variedade. O método reduz significativamente o tempo de espera pela primeira colheita, permitindo que a frutificação comece entre dois e três anos após o plantio.
Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), esse desenvolvimento é substancialmente mais rápido do que o cultivo realizado a partir de sementes.
Além da agilidade no desenvolvimento, o procedimento é fundamental para garantir a proteção contra pragas do solo que atacam o sistema radicular.
A estrutura da enxertia e a defesa contra pragas
O processo combina duas partes principais da planta: o porta-enxerto, que se fixa ao solo e forma a base da raiz, e o garfo, pedaço de ramo contendo de uma a duas gemas da variedade de uva escolhida.
A Circular Técnica 74 da Embrapa Uva e Vinho indica que a enxertia é obrigatória para o cultivo de uvas finas devido à extrema sensibilidade dessas plantas à filoxera, um inseto subterrâneo destrutivo. O uso de porta-enxertos adequados confere imunidade contra essa praga, amplia a adaptação a terrenos variados e garante maior resistência a doenças de solo.
Passo a passo da garfagem no topo
A técnica mais difundida nos vinhedos brasileiros é a garfagem no topo, recomendada para o período de repouso vegetativo da planta, durante o inverno.
