Na sexta-feira 16, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, permitiu que Lula retire o canal do WhatsApp “Exército do Lula” do registro da campanha.
A chapa do petista reúne a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), o PSB, o PDT e a Federação Psol-Rede.
A permissão veio no mesmo dia em que a Corte aprovou um conjunto de regras para canais de WhatsApp no período eleitoral.
Com quase 5 milhões de membros, o canal virou objeto de disputa judicial nos últimos dias. Nunes Marques determinou duas vezes a sua retirada do ar.
No começo da semana, porém, condicionou o retorno do perfil ao registro do endereço pela coligação como meio oficial de campanha. A equipe de Lula cumpriu a exigência.
A mudança de cenário veio com as novas regras aprovadas nesta sexta.
Pelo texto, um canal de WhatsApp precisa ser vinculado à campanha quando preenche determinados critérios, como receber suporte das campanhas, ter seus links divulgados pelos canais oficiais e contar com recursos dos partidos.
A coligação sustenta que nenhuma dessas condições se aplica ao “Exército do Lula”, criado e administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
“Não se trata de estrutura oficial de campanha nem de disparo em massa de mensagens […] o administrador passou a usá-lo para manifestar apoio à candidatura presidencial, sem que a campanha tenha ingerência sobre o que nele é veiculado", disse a chapa.
